Alguém que amo muito está com câncer como devo agir?

Existem situações na vida que ninguém espera passar, escutar que alguém que amamos está com câncer de mama, com certeza é uma delas. Esse é o tipo de notícia que faz a gente perder o chão e também as palavras, não é mesmo?

No entanto, permanecer em silêncio ou falar sem reflexão não são opções. O mais importante, ao receber tal notícia, é adotar uma postura ativamente construtiva. Isso significa olhar nos olhos da pessoa amada, segurar suas mãos, se possível, e expressar, com toda sinceridade e amor, que você estará ao seu lado, disposto(a) a aprender e a enfrentar essa nova realidade da melhor forma possível, juntos.

Quando o diagnóstico é confirmado, toda a família embarca em uma viagem repleta de aprendizados. O primeiro passo é aceitar a doença, afastando qualquer sentimento de culpa. Lembre-se, o câncer não escolhe momentos ou pessoas; ele surge simplesmente porque, desde o dia em que nascemos, começamos a envelhecer. E, no caso do câncer de mama, ele nos lembra de nossa condição feminina.

A compreensão da doença é crucial. Por isso, o médico responsável pelo tratamento torna-se um aliado essencial nessa jornada. Seu papel transcende o tratamento da doença; é necessário considerar a paciente de maneira holística e prover informações que permitam que ela e sua família façam escolhas informadas durante o tratamento. Veja cada consulta como uma oportunidade de aprendizado: nunca hesite em esclarecer dúvidas, pois o conhecimento confere segurança e mantém a família e a paciente em sintonia.

O tratamento de câncer de mama afeta muito a autoestima feminina, alterando a imagem que a mulher tem de si mesma. É fundamental reconhecer e validar essa dor, sem minimizá-la. Sabemos que a vida é muito mais importante que a queda dos cabelos e que eles crescem, agora procure entender que essa dor é muito mais profunda que a superficialidade dessa frase. Então, quando esse momento chegar, simplesmente acolha e pergunte como ela gostaria de viver esse momento, se de forma mais intimista ou se gostaria que a família a ajudasse com o processo.

É importante reconhecer que a vida continua, com seus altos e baixos. Aceitar seus próprios sentimentos é o primeiro passo antes de oferecer ajuda. O autoconhecimento emocional é uma ferramenta poderosa, lembrando-nos de que, às vezes, quem cuida também precisa ser cuidado. Permita-se momentos de descanso; dedique-se a atividades que lhe trazem alegria. Recarregar as energias é essencial para continuar oferecendo suporte de forma sustentável.

Por fim, mas não menos importante, faça uma escolha consciente sobre as emoções que deseja compartilhar. Elas são o tecido das memórias afetivas que construímos. Uma vida repleta de momentos memoráveis é, sem dúvida, uma vida que vale a pena.

Receba esse carinho

Gisele Gengo

Especialista em Coaching e Psicologia Positiva e Presidente do Instituto OncoSuperação

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